As moças velhas, por Pádua Marques.

Dos Tucuns até o Cantagalo subindo pra o Macacal no rumo do Catanduvas, podia era procurar de luz acesa. Toda a Parnaíba sabia e não guardava segredo e não via com bons olhos aquela vida da filha mais nova do finado seu Doca Mariano Batista, a Nicinha, já moça velha e amigada com um rapaz mais novo. Este, vindo do João Peres no Maranhão pra … Continuar lendo As moças velhas, por Pádua Marques.

Edna Santos, por Ana Adília

Pra falar delatenho que falar de energiaAquela energia que contagia Aquela amizadeque traz calmariaEla é como um girassol De costas pra escuridão e de frente pro amorSempre cura onde há dorSempre acalenta com todo seu amor Ela diz que ama viver e que vive a vida intensamenteNos passa toda a sensação Da vida e essa conexãoEla é poetisa, uma verdadeira artista Eu só agradeço, por … Continuar lendo Edna Santos, por Ana Adília

Primavera Preciosa.

Oh minha Rosa!Minha flor de rubiTu és hermosaTeu vermelho reflete o sangue derramado em um gesto de amorOh minha doce Camélia!Minha flor de topázioTua beleza me lembra o solA riqueza do ouro das minasA luz do farol numa noite escura sob águas navegantesOh Violeta!Minha flor ametistaTeu roxo me lembra o aroma de lavandaOh Margarida!Minha flor de safiraTeu aroma cândido se exalaPétalas lisas ao redor de … Continuar lendo Primavera Preciosa.

Crônica: Eu não te conheci assim.

Eu não te conheci assim, desistindo de tudo. Eu não te conheci com esse espírito de derrotado. Eu não lembro de te conhecer com esse ar de “tanto faz”. Não, eu realmente não te conheci assim. O que houve pelo caminho? O que fizeram com você? O que fez consigo mesmo? Gosta dessa sua nova versão? Eu imagino que a vida anda pesada, está para … Continuar lendo Crônica: Eu não te conheci assim.

A fadinha de prata, por Zilmar Junior

É comum visualizarmos pessoas comemorando a medalha conquistada por Rayssa Leal, menina de 13 anos. Tão cedo, conseguiu conquistar o espaço que muitos atletas, até mais maduros, querem, o sonhado pódio em uma Olímpiada. É incrível que mesmo tão nova se apresente como alguém experiente e exemplo de humildade; é sem dúvidas o objetivo que muitos pais querem para os seus filhos. Mas para tanto, … Continuar lendo A fadinha de prata, por Zilmar Junior

A sertaneja, por O Crunge.

Nascida no arraso do sertão,sobreviveu, pois era tudo ou nada.Dizem que criastes os filhos numa casa mal assombrada, que juntava multidão. No entanto nada lhe deixava avariada. No vendaval dos maus tempos, de danos a criação.. o que importa é menos a falta de pão, mas a boa semente do exemplo, que já medra e não tem data para enlaçar a velha vontade de partir. … Continuar lendo A sertaneja, por O Crunge.

Geração Piaguí (2007 – presente), por Jailson Júnior

Desde o fim da Geração Setenta em 1992, imortalizada pelo Jornal Inovação, até a Geração Virtual começar a um novo momento à partir de 2007, foram 15 anos em que, salvo movimentos esparsos, a literatura parnaibana desse interstício permaneceu em período letárgico, o que não quer dizer que não houve uma produção igualmente importante. Quando o historiador Claucio Ciarlini nomeia esse período compreendido entre 1992 … Continuar lendo Geração Piaguí (2007 – presente), por Jailson Júnior

Orquídea Criança, por George da Silva.

Beba um pouco do branco, do branco fulgurante de pazporque a fúria do dia é cortante.Beba um pouco do instante, do instante eternizado de amorporque o abraço do Agora é cativante.Beba, sim, da alquimia dos bem aventurados.Apague os ruídos da noite amarga.Cubra-se com o manto da compaixãoporque a mágoa é uma estrada larga, poeirenta,sem asfalto e sem orientação. Beba um pouco da canção, da canção … Continuar lendo Orquídea Criança, por George da Silva.